Espaço para escritos sobre as coisas miúdas do cotidiano. Aqui, ali, acolá temos surpresas na vivência diária e na observação do outro.
Sunday, April 07, 2013
Mortes
Admiro os que morrem de saudade. São naturalmente lindos.
Acho curiosa a expressão "morrer na praia".
Sou daqueles que morrem de vontade. De que, não sei.
Para Mirtes Machado.
Friday, March 29, 2013
Coelhinhos
Monday, March 25, 2013
Inversão das prioridades
ao utilizar os serviços da TAM neste final de semana, fiquei surpreso (chocado talvez seja a palavra mais adequada) ao ser informado que os assentos da fileira 1, tradicionalmente reservados para as chamadas "prioridades" (idosos, deficientes, obesos, grávidas, passageiros com alguma dificuldade de locomoção, mulheres com crianças de colo etc) agora são vendidos como 'espaço +" para qualquer passageiro que tenha interesse em adquirir estes assentos, com tarifa extra a do bilhete aéreo. "Espaço + " siginifica que os assentos podem TAMBÉM ser usados pelas "prioridades". O planejamento do chamado "Espaço +" certamente não contemplou estratégias de ação em que a empresa tivesse algum custo.
A prioridade é a venda do assento por um dinheiro a mais na compra do bilhete aéreo. As "antigas prioridades", são acomodadas agora nas fileiras seguintes. A cortesia deu lugar a mercadoria. É torcer para que não ocorra pane no voo, vontade de ir ao toalete, fazer muitas conexões etc.
É informado também que os assentos localizados nas saídas de emergência (isto mesmo!) fazem parte deste tipo de venda.
Estes assentos podem ser ocupados por qualquer pessoa que os compre? O capital parece ter outras emergências!
É isto, fica o registro do meu olhar sobre algumas questões relacionadas ao consumo.
Algumas sugestões do que fazer com este texto:
Discuta, comente, compartilhe, poste msg para a TAM falando sobre isto, envie pauta de reportagem para alguns meios de comunicação...
Votos de uma excelente semana! Escolham bem as prioidades de cada dia.
Um abraço,
Paulo Henrique
Para Bruno Lima e Marcos Boson, amigos eficientes.
Tuesday, March 12, 2013
Repetições especiais
- "É uma luta, heim companheiro?".
- "Você faz fisioterapia".
- "O carro é adaptado, né"? (E claro, pedem para dar uma olhadinha no veículo. Outros mais diretos pedem para que eu ligue o carro e mostre como funciona).
- "Foi acidente"? (E arriscam um palpite, na maioria das vezes associado a acidente de moto).
- "E você trabalha?" (Alguns sugerem aposentadoria, já.).
- "Tenho uma amigo que também é deficiente." (Amigo, parente, vizinho...)
- "Você conhece o..." (médico tal, igreja tal, hospital tal, AACD, grupo de ajuda etc).
- "O que não pode é desistir, né?" (Esta é a pior de todas. Tenho vontade de desistir mesmo!).
Para Davi Silvestre, amigo especial demais.
Thursday, March 07, 2013
Santa Conversa
Fátima chega e diz:
- Bento, tenho inveja de você!
"Como assim, minha querida?" - responde o velho homem.
- Eu não consegui guardar três segredos e você esconde centenas deles. Como consegue?
- Saindo de cena quando me pressionam. Quem mandou você querer aparecer demais, minha santa?
Saturday, March 02, 2013
Haja paciência!
Colocou o carro em uma rua secundária e pensou nas facilidades do uso de um táxi.
Começava a abrir o andador que o ajudava a caminhar. O cara é pessoa com deficiência, diga-se de passagem.
Respirou fundo, olhou se não havia ninguém suspeito na rua e deu os primeiros passos em direção ao apartamento do amigo. A rua estava deserta...
"Do nada", (sabe aquelas situações em que "do nada" surge algo trágico ou cõmico?) aparece uma senhora com uma grande bíblia na mão, vestimenta bem fechada e uma aproximação rápida até o motorista que já estava irritado pelo tempo que ficou procurando uma vaga para colocar o seu automóvel. A velha senhora chegou bem perto dele e pergunto em alto e bom tom:
- Você acredita em Deus?
O cara olhou desconfiado, tinha certeza de que ela estava falando com ele, pois não havia mais ninguém na rua. Achou estranho ela não ter dito um "oi" ou um "boa-tarde!". Respondeu impaciente:
- Não!
- Valha, meu Deus!, gritou a velha senhora! Você tem que acreditar em Deus! Só ele pode nos salvar. Aceite Jesus, meu filho! (O tom de voz começava a ficar mais alto). Ele vai te curar!
O cara disse:
- Minha senhora, eu não sou surdo!
- Que Deus te livre do inferno! Visite a nossa igreja!
- Minha senhora, que tal procurar algo para fazer?
- Irritada, ela vai embora. Impaciente, ele conta esta história.
Para Flávia e José, da Rede Sarah de Hospitais Fortaleza, que não indicaram nenhuma igreja para me curar.
Monday, January 07, 2013
O "Homem das Eras"
Pois bem, a historiadora recém formada havia sido selecionada para uma entrevista de emprego em uma tradicional escola cristã de uma grande cidade brasileira. Caso lograsse êxito na seleção, seria contratada para dar aulas no ensino fundamental. No meio do caminho hava a entrevistadora....
- Bom dia, eu sou a Sra. Júlianne Pires, responsável pela seleção dos professores desta instituição de ensino. Sente-se, por favor!
Marleide buscava mostrar segurança e objetividade naquele momento. Arriscou um tímido "obrigado" e sentou-se na cadeira que lhe havia sido ofertada. Tirou os óculos escuros, deligou o celular e abriu um sorisso daqueles que só assistentes de palcos de programas de tv sabem dar. Pensou: "este emprego é meu!". A entrevistadora segue o roteiro de perguntas:
- Marleide, você já teve alguma experiência profissional? Na sua carteira de trabalho não há nenhum registro. .
- Mulher, até agora não trabalhei em nada. Este será o meu primeiro emprego, se Deus quiser!
Julianne achou estranho o "mulher", como forma de tratamento, mas continuou o diálogo. Sabia que estava avaliando uma possível professora da sua escola.
- E o que você tem lido ultimamente, Marleide?
- Ah, eu tenho lido Monteiro Lombato. Desde pequena eu leio as obras de Moneiro Lombato.
- Monteiro Lobato?
- É, o Lombato do Sítio do Pica-pau Amarelo. Deve ser este Lobato que você está falando também.
- Ahhh. E o que mais você tem lido?
- Mulher, eu não tenho lido muita coisa não, mas eu gosto muito do homem das "Eras"...
- Homem das "Eras"? (A entrevistadora tentava matar a charada. Seria um dos autores clássicos das óbras infantis? "Era uma vez"...)
- É! Todo mundo que faz o curso de História tem que ler. Você não conhece o homem das "Eras", não? Mulher, tem um livro dele que é a Era do Capital. Todo mundo mundo devia ler!
A entrevistadora não sabia mais se já era a hora de encerrar a entrevista ou de rever a sua formação profissional. Imaginbava já ter visto de tudo na vida, mas o "Homem das Eras" mudou sua opinião. Arriscou uma última pergunta para a pretendenste ao cargo de professora de ensino fundamental:
- E jornais, revistas, sites de notícias, você acompanha? Pode comentar algum fato que chamou a sua atenção recentemente?
- Claro que acompanho. Com a internet, que não acompanha tudo, mulher? Só não se atualiza quem não quer. E tem gente que não gosta do mundo virtual. Eu mesmo não deixo de entrar na "net" todo dia. O meu "face" já está cheio de amigos que até nem conheço, mas aceito todo mundo que me solicita amizade.
- E o fato que chamou a sua atenção, Marleide?
- Posso pensar um pouco?
Para a historiadora que me contou esta história.
Saturday, September 22, 2012
Perguntas e respostas
O pai olha para o filho de pouca idade, sabe que não tem muito tempo para responder a uma simples pergunta, ameaça deixar a conversa para depois, mas resolve dar uma resposta clara e objetiva ao seu interlocutor.
- Meu filho, "feofó" é bumbum. É outro nome para bumbum. Quando você for falar algo que se relacione a esta parte do corpo, não use o termo "feofó", use bumbum mesmo.
O filho olha com admiração para o jovem e sábio pai e diz: - "E o que é caralho"?.
Pane no ambiente familiar. Para alguns um palavrão, para outros, palavra de uso corriqueiro, para a criança um vocabulário incompreensível. O caralho estava dentro de casa...
- Meu filho, onde você escutou isto? Foi na escola? (a escola é sempre culpada de algo).
- O senhor falou dentro do carro...
- Eu? Pergunta o pai quase não acreditando que tinha falado isto (pelo menos na frente da criança).
- É! Diz a criança calmamente.
Caralho! Como vou me sair desta, pensou o pai...
- Meu filho, caralho é outro nome que damos o Pinto. Os adultos chamam de Pênis, mas não é bom falar estas coisas na frente dos coleguinhas. Se precisar falar, use o termo Pinto mesmo.
- E por que o senhor chamou "Caralho"?
- Meu filho, está tarde. Vamos dormier que amanhã você tem aulas bem cedinho. Boa noite!
- Pai e o que é...
- Psiu! Hora de dormir...
Para Jeriel, colega de trabalho que virou um grande amigo.
Friday, September 07, 2012
Sem inspiração
Wednesday, September 05, 2012
Cervejas e abraços
Thursday, April 26, 2012
Tatuagem sentimental
No final da tarde as duas se encontram. Antes que a mãe falasse qualquer coisa, a filha a abraça e lhe dá um beijo carinhoso. Diz em seguida em alto e bom tom: "Fiz uma tatuagem, mãe!".
A jovem e bonita senhora respira fundo, procura um lugar para sentar, pensa na criação católica que deu a filha, na reação dos familiares, na ingenuidade da filha e também fala em alto e bom tom: "Como você pode fazer isto comigo? Eu confiava tanto em você, Analice..."
A filha também procura algum lugar para sentar ou mesmo de apoiar, não sabia o que fazer com a reação da mãe. Disse baixinho, quase perdidndo perdão: "É só uma tatuagem, mãe".
A mãe não quer conversa, "fecha a cara" para a filha e complementa: "O que você tatuou? Uma caveira? O nome de algum destes namoradinhos de plantão? Animais? Francamente...". Continuou o sermão querendo saber em qual parte do corpo a filha tinha feito "o estrago".
A filha envergonhada e sem saber o que fazer, responde: "Foi nas costas, mãe!".
- "Nas costas? Você está louca, minha filha? Por que você fez isto? Está com algum problema? Deixa eu ver o que você fez!".
A filha mostra as costas ainda um tanto maltratadas pela ação do tatuador. Lá estava registardo em letras grandes e bem escritas: "Minha mãe, minha vida!".
Para o Gabriel Moreira, que chegará aqui em Fortaleza em breve.
Wednesday, March 21, 2012
Ei, vamos refletir?
Ei, vamos refletir?
“Ei” é uma expressão bastante comum no linguajar popular brasileiro. Quando queremos interagir com outras pessoas de modo mais informal, dispensamos as apresentações preliminares e vamos logo ao “Ei”, que muitas vezes vem acompanhado de uma pergunta. Um exemplo ilustra esta organização da comunicação que pressupõe intimidade com o outro e com o assunto do qual se fala. “Ei, você viu o acidente envolvendo o filho do grande empresário e a morte do ciclista?”.
O assunto tornou-se a informação relevante da semana. Comentários e opiniões gerados a partir deste fato ganharam o país via mensagens virtuais, reportagens exaustivas e repetitivas nas grandes redes de TV e rádio e um clima de perplexidade se apresentou no país do sentimentalismo efêmero e da contradição de classes; Depois de presenciarmos tragédias envolvendo Jet skis, trens, motos etc., agora chegou a vez de prestigiarmos um cenário também doloroso, mas que apresenta como personagem central “o filho do Homem” (É tempo de celebração do capital, digo, da Páscoa)”, carro de luxo (muito luxo, diga-se de passagem), bicicleta, morte, comoção e a banalização mais uma vez das transgressões das leis de trânsito.
Ei, que reflexões podemos fazer a partir deste episódio? Compartilho algumas.
A primeira reflexão é de como as redes virtuais e suas mensagens curtas e instantâneas dinamizam a formação de opiniões imediatistas e rasteiras sobre temas diversos, mas não ampliam de fato, o debate sobre leis, vida em sociedade, humanização das pessoas e trânsito. O acidente envolvendo o filho de um dos homens mais rico do planeta gerou muita mídia e pouca discussão.
Após o acidente que culminou com a morte do ciclista, o condutor do veículo envolvido neste episódio posta na sua página virtual criada para dar a sua versão do fato, que ele e sua mãe (o pai ganha ar secundário neste momento) estão rezando pelo bem da família do ciclista morto. A oração é sempre bem-vinda, mas deve vir acompanhada de ação, como bem pregava São Paulo. Uma ação simples, como não cometer infrações comuns no trânsito das grandes cidades e acumular muitos pontos na Carteira Nacional de Habilitação cairia bem junto às orações e a sociedade se sentiria mais segura com o pleno cumprimento das leis de trânsito.
Outra reflexão que podemos fazer é sobre as nossas necessidades afetivas e biológicas. No ímpeto da emoção, o jovem estudante que dirigia o carro fala que adoraria dar um abraço na tia do ciclista morto no acidente. Para uma sociedade que vive de abraços virtuais e efêmeros, parece que o rapaz encontrou um desejo preso em muitos de nós: a vontade de abraçar o outro. Claro que nem todos querem os nossos abraços. Na dor, em algumas situações, o abraço aparece como uma obrigação, uma formalidade, um “desencargo de consciência”. O abraço não seria o da paz, mas do conflito. Também poderíamos abraçar causas que nos possibilitassem interação maior com os outros. Estas causas são muitas.
Uma frase estampou quase todas as notícias sobre este acidente: “O coração do ciclista foi parar dentro do carro [envolvido na colisão]”. O coração arremessado para fora do corpo sinalizou a morte de mais uma vítima do ineficiente sistema de fiscalização e ordenação do trânsito nosso de cada dia. O Estado, com suas fissuras, se mantém vivo. Parece sem coração...
Ei, que reflexões podemos fazer para que de fato elas se transformem em ações? É preciso ouvir os nossos corações, antes que eles sejam arremessados e o sentido da vida se perca.
Tuesday, February 21, 2012
Promoçao Rapidinha
Uma coisa em especial me chamou a atenção nesta viagem àquela cidade: um banner colocado em frente a um motel anunciando a promoção da semana. Os letreiros anunciavam em letras garúdas e legíveis:
"Rapinha: R$ 10,00!".Fiquei intrigado pensando na interpetação do tempo a que se referia a tal "rapidinha" e fiquei tentado a desfrutar da tal promoção, mas "rapidinha" sozinho não dá. Neste caso, tem que ter alguém para dar.
Rapidamente me passou pela cabeça o sentido do tal banner promocional. Não havia nenhum asterisco (*) para dizer que a pomoção não era bem aquilo que se veiculava, nenhuma letra em tamanho menor para enganar o consumidor, NADA! Algumas palavras e um entendimento coletivo que não precisava de maiores explicações.
Para o meu amigo Rodrigo Borges, que promete passar rapidinho aqui em Fortaleza qualquer dias destes, mas tem demorado a chegar aqui.
Saturday, October 08, 2011
Erros, acertos, esperanças.
Tuesday, September 20, 2011
Pedidos
- Peça qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Te amo demais e queria muito te dar algo que você jamais esquecesse, algo que te fizesse muito feliz.
Ela abriu um largo sorriso, o beijou mais uma vez e respondeu sem pestanejar:
- O divórcio!
Sunday, July 24, 2011
Assaltos: parte 1
Minutos depois o ônibus chega e a passageira entra nervosa e sem falar com ninguém. Havia um sentimento coletivo de curiosidade em saber o que havia ocorrido com aquela passageira. Ninguém ousou perguntar. O motorista segue o trajeto, mas não aguenta de curiosidade e a pergunta o motivo do seu nervosismo. Ela responde:
- Quase fui assaltada a poucos metros da parada do ônibus e não havia ninguém para me ajudar.
- É, esta cidade está perigosa demais. Todos os dias tem assaltos. Fique calma que agora você está segura. Roubaram alguma coisa?
- Não, mas eu ainda estou muito nervosa porque bati muito no assaltante e ele ficou caido no local do assalto. Acho que exagerei na dose. Queria apenas dar um susto nele.
- O motorista dá meia volta, explica aos passageiros o que ocorreu e segue em direção ao local do assalto.
A passageira que relatou o episódio, agora um pouco mais calma, pergunta:
- O sr. vai socorrer o assaltante? Não é melhor chamar a polícia?
O motorista responde:
- Eu vou é dar umas porradas nele também se ainda estiver lá.
- A passageira volta a sua crise de choro.
* Relato que ouvi de um colega em um dia de conversa sobre violência na cidade de Fortaleza. Este texto é dedicado aos colegas do LEC.
Sunday, March 13, 2011
Um pouco de mentira.

Ela fcou sem saber como agir, o coração batia mais forte, a transpiração acelerou, faltavam-lhe palavras. Já ouvira esta frase muitas vezes, mas não com tamanha intensidade. Quase sem fôlego, retribuiu a pessoa que havia lhe tranformado emocionalmente com uma confissão: "Você é o sentido da minha existência".
Foi um encontro rápido e cheio de sentidos. Beijaram-se e cada um tomou o seu destino. Ela continuava pensando que o amor é o maior dos sentimentos. Estava muito feliz. A outra pessoa chegara a conclusão de que as mentiras são parte do nosso cotidiano. Também se sentia feliz.
Para aqueles que acreditam nas felicidades construídas de pequenas mentiras. Será que estou dedicando este texto para mim?
Sunday, November 28, 2010
Das urgências de cada um.
- Sim, minha filha. Tenho tomado todos os dias conforme orientação médica. Por que?
- Nada não...
Alguns minutos depois a mesma filha retoma o diálogo.
- Mãe, a senhora não quer fazer algo diferente hoje? Ficar em casa mesmo, deixar para ir ao mercadinho amanhã. O tempo está meio fechado...
- Minha filha, você me conhece muito bem e sabe que há mais de vinte anos eu faço as minhas unhas aqui em casa com a Dorinha todos os sábados e depois vou ao mercadinho do seu Bené, ali na esquina. O que está acontecendo?
- É que a manicure não pode vir hoje, mãe!
* Para a minha doce e vaidosa Marli Sales, que sumiu no Cerrado e deixou o meu coração solitário.
Saturday, December 05, 2009
Perdas e ilusões.

Perdi a ingenuidade da crença no canto das sereias burguesas de plantão, que insistem em manter a sua incompetência sob a cortina de uma organização política amparada na vibração instituida dos seus subalternos, sempre prontos a dizer sim. O mando necessita do falso riso e da necessidade para existir.
Percebi que ganhei outra dinâmica pessoal cheia de perdas, mas com a certeza de ganhos que lentamente se apresentam como consistentes e reais.
Perdi o que acreditava ser 'irmandade", "parceria" e ganhei o resgate e a solidez de antigas amizades. Começo a desconfiar que não perdemos aquilo que não tivemos.
Perdi Recife com seus tubarões (não só os marinhos) e ganhei o aprendizado em terras cearenses com muitos arranhões.
Perdi o bom-humor. Ganhei a reflexão. Me lamento um pouco com esta troca.
Perdi? Não sei.
Perdi a ilusão. Ganhei a ação.
Espero ganhar pelo menos um comentário do Arley sobre este texto.
Para aqueles que perdem um pouco do seu tempo lendo o meu blog.

